29.6.09

Festas


Espero que os festejos juninos tenha sido bons para todos.
Espero que ninguém tenha cometido as pequenas ou grandes gafes nas comemorações do trabalho ou até no meio social para não ficar com a imagem arranhada, quando a rotina volta ao seu normal.
Isto é importante de se avaliar.
Tem muita gente que excede nos momentos festivos na empresa e acaba perdendo um pouco o moral e aquela imagem construída perante todos vai parar no ralo.
Tipo: "olha lá o João, quem diria hein ? maior pinguço!"
Ou ainda: "Você viu a Maria? escancarou na nossa confraternização."
Depois para recuperar esta imagem perdida é bem difícil ou quase impossível.
Isso me leva a refletir sobre um outro aspecto importante:
Seja você mesmo aonde quer que você vá!
Não adianta interpretar papéis muito diferentes do que você é realmente no seu natural. Um dia a máscara cai e ninguém consegue manter um disfarce por muito tempo.
É verdade que todos nós desempenhamos papéis no nosso cotidiano: o de pai e mãe, o de filho, amigo, esposo e esposa, profissional, cliente, enfim. São inúmeros, mas que todos estes sejam realmente quem você é, apenas com as variações naturais que cabem à necessidade de cada momento, sem que com isso seja preciso uma mudança radical no jeito de ser.
Se você gosta de tomar a cervejinha, que isto seja compartilhado em todos os ambientes, óbvio que todo o equilíbrio que cabe ao bom senso para tudo. Qualquer coisa em demasia não é saudável, mesmo que seja muito bom.

Imagem é quase tudo ! porém imagem verdadeira é mais que tudo !

19.6.09

O currículo mentiroso



Cuidado !
Mentirinhas no Curriculum Vitae podem fazer você perder o emprego !
Perco as contas das vezes que observei as pequenas mentiras que os indivíduos apregoam em seus documentos de marketing pessoal.
Isso não está mais em voga nos dias de hoje, pessoas !
E lhes digo que este alerta é válido para qualquer nível de posição profissional: do Executivo ao Auxiliar de Serviços Gerais.
Recentemente, na empresa onde trabalho houveram desligamentos, onde um dos fatores levados em consideração para tal atitude foi a "propaganda enganosa". Na hora da entrevista sabia fazer tudo, tinha todos os conhecimentos e no dia-a-dia comprovou-se que não era bem assim, ao contrário até.
Resultado ? o profissional não passou além do tempo de experiência, teve a sua carteira profissional anotada por apenas 3 meses e foi desligado por não atender às expectativas.
Daí, alguns podem argumentar: "Mas, o erro pode ter ocorrido no processo seletivo. Deixou-se de verificar todas as competências do profissional enquanto ainda era um simples candidato."
Claro que isto também pode ocorrer, porém, não temos em nossas salas de testes detectores de mentiras e em muitos dos casos, não podemos realizar todos os testes técnicos, práticos e psicotécnicos existentes.
Fatores como custo x benefício são ponderados na hora da seleção e um outro fator que acredito mais importante é a credibilidade e a honestidade na hora da seleção.
Mentira não leva a lugar nenhum ! acreditem !

17.6.09

Indicações na hora da seleção: QI ou Network ?



Indicação X Network
Existe diferença ?
Existem significativas semelhanças e diferenças entre estas duas situações.
Situações em quê um funcionário é incentivado a indicar pessoas para participarem de seleções na empresa onde trabalha requer alta responsabilidade.
O empregador entende que o funcionário já conhece a política da empresa, a cultura organizacional, os líderes atuantes e a partir dessas conjecturas, ele irá apresentar alguém que já está adequado ao perfil da oportunidade em aberto. Isso para o empregador é uma grande vantagem, pois reduz custos com terceirização de serviços de seleção e ainda é uma maneira de avaliar se o empregado que indica um amigo conhece bem a empresa onde trabalha.
Do outro lado, para o empregado também é vantajoso, desde que ele realmente conheça a empresa onde trabalha e tenha o discernimento para selecionar alguém adequado, pois daí o seu conceito perante seus líderes cresce positivamente.
Ambos correm o risco natural de investirem em profissinais errados ao que se precisa, mas riscos em todas as situações são pontos fixos.
A diferença do network para a o famoso QI, é bem sutil.
Uma rede de relacionamentos ou network congrega todos os conhecimentos que um indivíduo possui e que possa constituir em vias de acesso a oportunidades de crescimento, promoções, conquistas de novas posições no mercado de trabalho e até mudanças radicais de carreira profissional.
O "QI" ou indicação, já está mais direcionado a alguma situação específica. Fulano que conhece Sicrano e que pode deixar o currículo ou falar bem de Beltrano e por aí vai.
Pensem bem...
Qualquer pessoa de sua rede de relacioanmentos pode ser o seu possível empregador, o que faz a oportunidade se tornar realidade em muitas situações é a hora, o momento e não necessariamente só e unicamente a indicação.
Conheço casos interessantes de profissionais bem sucedidos que conquistaram seus merecidos empregos e bons salários sentados à beira-mar, tomando uma boa cerveja e conhecendo novas pessoas e de uma conversa aparentemente frívola num sábado de praia, o interesse entre ambos evolui para um almoço ou jantar ou até uma visita para um cafezinho na empresa e pronto ! fechamos negócio: você agora é o meu Gerente !
Como também conheço casos de profissionais que em busca de melhores oportunidades direcionou seus contatos e através de conhecimentos focados em uma área de atuação "x", chegou até líderes de poder decisório para galgar possibilidades de carreira mais interessantes.
Percebem a diferença ?
Acredito, como pessoa que atua com RH, que indicações ou rede de relacionamentos são importantes para ambos os lados: empresa e empregado, desde que sigam uma política honesta de trabalho.

13.6.09

Recurso Humano



Trabalho com R&S já a algum tempo. Mais de dez anos.
E os erros de seleção num processo permanecem.
A grande verdade paira sobre "não se sabe o que se quer num processo de seleção de pessoas".
Temos pequenos pontos a serem levados em consideração:
1 - Para qual oportunidade de trabalho está se realizando a seleção ?
2 - O que esta função/cargo vai requerer do candidato tanto tecnicamente como da sua postura e tipo de comportamento nas relações interpessoais de trabalho ?
3 - Qual o segmento do negócio, que ora busca um profissional para sua empresa?
4 - A necessidade de ocupar esta função provém de quê? Substituição? expansão da empresa? job rotation?
5 - até que ponto o "network" é levado em consideração com justiça ?
6- Quais efetivamente serão as atividades que esta função terá como desempenho?
7 - Existe possibilidade de crescimento e desenvolvimento de carreira neste cargo e nesta empresa?
8- O salário está compatível com o mercado?
9- Quais os incentivos e benefícios oferecidos para atrair bons e competentes profissionais tanto para a vaga quanto para a empresa?
10 - Este profissional, uma vez admitido receberá treinamentos?
Enfim, aí seguem estas, além de outras tantas variáveis que o próprio mercado dita.
Mas, a maior dificuldade, no entanto, é:
A empresa sabe o que quer na hora de contratar ?
Desde sempre, aliás, desde que comecei a trabalhar nesta área, percebo a grande lacuna existente e real entre o mercado de trabalho e os profissionais em busca de colocação e recolocação.
Agora a dificuldade se expande até para os portadores de deficência física. Tanto que precisam e tantas as oportunidades em aberto porém, não se cruzam essas necessidades e assim as empresas são multadas em valores astronômicos por não admitirem em seus quadros os portadores de deficiência e os mesmos continuam "ralando" pra encontrar um emprego.
É o que eu chamo de preconceito do preconceito.
As empresas querem portadores de deficiências mínimas e chega-se a tratar as dificuldades de tais indivíduos como se fossem animais que servem ou não ao trabalho: "falta um dedo, um pedaço da mão, óculos grossos, aparelhos auditivos..."
A que ponto o desenvolvimento da humanidade chegou.
O que é agora, nos dias de hoje, o tão famoso "Recurso Humano"?

29.9.08

Ansiedade

Voltei à ativa.
Há dois meses fora do ar...
Ontem e hoje foram inspirações para voltar.
Vamos lá.
Estou no mercado competitivo do trabalho.
Trabalho com RH
Emprego para o povo...
Muitas vezes situação difícil.
Outras...
Nem tanto.
Ontem estava no ócio pouco criativo.
Porém, como nada é totalmente vazio ...
Minha cabeça pensante, pensou em um mundo de coisa na solidão desértica do local onde moro.
Literal sossego.
E me veio o oposto: Ansiedade !!!
Como o mundo de hoje vive a ansiedade dos tempos dessa tecnologia que uso para chegar ao outro.
Aqui da minha cadeira, do meu laptop, na traquilidade da minha paz, penso na ansiedade em que se transformará o dia de amanhã.
Penso, logo ansio.
Pura verdade.
E a segunda-feira se inicia.
Clientes, telefonemas, reuniões de alinhamento, contatos, projetos, planos para curto prazo de execução.
Termina o expediente.
Terceiro expediente e o meu sentimento do mal do século persiste: ansiedade !
Todos com ânsia de falar, mas não querem ouvir. Todos com ânsia de realizar, sem querer passar pelos processos de construção que cria tudo.
ansiedade !
Veneno das pessoas para as pessoas.
Ouvir ?
O que é isso ?
E ao mesmo tempo: ouvir, mas que qualidade de som e conteúdo ?
Eis a questão !!!!!!!!!
Ouvir nada com coisa nenhuma: NÃO
Ouvir o que não é verdade: NÃO
Ouvir a falsidade: atestado de burrice !!!!!!
E assim caminha a humanidade com passos de surdez e falsidade !

18.6.08

Saber Ouvir

Uma das coisas mais importantes nos dias de hoje é saber ouvir.
Uns entendem como passividade, eu entendo como sabedoria.
Não sei quem falou mas, o ditado:
Dois ouvidos, dois olhos e uma boca,
foram estrategicamente criados para o homem
e ele não sabe utilizar essas ferramentas.
Todos, quase sem excessão nos dias de hoje querem se sobrepor uns aos outros.
O nível de ansiedade está beirando a estratosfera
e a concorrência e a necessidade de aparecer cada vez maiores.
Os indivíduos não sabem ouvir, mas querem ser ouvidos, atendidos, servidos.
Às vezes me pergunto onde vamos parar com tanta neurastenia.
Afora isso, como se não bastasse,
o nível intelectual também está deixando a desejar cada vez mais.
As pessoas num ambiente de trabalho não sabem mais o que significam as palavras
e parece que você é do outro mundo porque têm um vocabulariozinho mais rico.
O país enche as cidades de faculdades e universidades
que comem o dinheiro alheio para formar ignorantes pós-graduados
que não sabem que "na mesa" e "à mesa" são duas coisas diferentes.
Tudo por um canudo de papel que não vale nada
diante de não saber o que significam as palavras.
Tudo por pura preguiça de ler,aliado à falta total de interesse pelos estudos
e à corrida maluca pelo dinheiro.
Pode ser minimalista tudo isto que estou dizendo,
mas é assim que me parece no meu dia-à-diaem vários ambientes que frequento.

3.4.08

Aqui e Agora



Desde os anos 60, a questão psicológica de viver o momento presente tem se tornado uma preocupação constante.
Ela passou a ser vista como uma das chaves da realização pessoal e, sob diversas formas, tem sido o ensinamento de milhares de mestres e gurus. A popularidade dessa idéia nos revela que tocamos numa questão de vital importância para nossa época, e ela floresce em todos os campos, do amor romântico à física quântica.
Uma verdade que comprovamos na prática em nosa vida é que não sabemos nem podemos saber o que vai acontecer no dia ou no minuto seguinte. O inesperado nos aguarda a cada esquina e a cada respiração. O futuro é um mistério que se renova perpetuamente. Quanto mais vivemos e conhecemos, maior é esse mistério. Quando nos livramos das idéias preconcebidas que nos cegam, somos virtualmente impulsionados por cada circunstância a viver o momento presente: o presente, o presente total, e nada mais que o presente.
É esse estado mental que a improvisação nos ensina e fortalece em nós, um estado de mente em que o "aqui e agora" não é apenas uma idéia, mas uma questão de vida ou morte, a partir da qual podemos aprender a confiar - a acreditar que o mundo é uma perpétua surpresa em perpétuo movimento. É um perpétuo convite à criação.

Stephen Nachmanovitch

29.2.08

Déjà - vu


Muitas explicações são dadas ao fenômeno do déjà-vu.
Olhando pela Psicanálise, este fenômeno está ligado ao desejo.
Ao desejo inconsciente.
Podemos correlacionar com os sonhos.
Neles, também, os desejos inconscientes se manifestam e se realizam e parecem-nos muito reais. A correlação é que se trata da realização de desejos.
Acontece que não ficamos atentos que nossos desejos nunca são esquecidos; não percebemos isso com exatidão, já que é uma ocorrência inconsciente.
Os desejos ou se realizam e nos satisfazem ou aguardam oportunidade para que isto aconteça - neste último caso é que não é comum percebermos ou termos consciência disso.
O déjà-vu é uma impressão, ou um desejo muito intenso, guardada em nossas mentes.
É muito mais comum do que se pensa.
Não ocorre somente com lugares, mas também com pessoas - quando temos a impressão de já tê-las visto - ou mesmo com algumas conversas das quais parece já termos participado.
Para o inconsciente não há noção de tempo ou realidade.
O desejado é vivido mentalmente e no momento em que estamos sonhando, a imagem é reconhecida pela mente como uma vivência.

Por semelhança, por contraste ou por contiguidade, ao estar no local, podemos ter a sensação de já ter estado lá.
Na maioria das vezes o déjà-vu é seguido de uma pequena frustração, ou decepção; as explicações populares nos ajudam a esclarecer este fato.
É comum dizer que algo muito esperado, quando se realiza parece menos do que imaginamos. Isto é verdade e diretamente proporcional ao tipo de desjo. Se o desejo for do tipo realização "total", "plena", a realidade sempre parecerá menos intensa, ou bonita, do que se esperava.
O fato de o déjà-vu se tornar tão comum é, também, porque nossas mentes utilizam-se de um artifício enganador da verdade, uma pequena burla, que é a possibilidade de tomar a parte pelo todo.
Explicando: um fragmento conhecido, até mesmo vivido, pode nos ajudar a montar uma cena maior.
É assim nos sonhos também; com um pedacinho de realidade, montamos um sonho de poucos segundos, que nos parece ter durado horas.
Um fenômeno menos comentado, mas nem por isso de ocorrência menor, é o jamais-vu (jamais visto/jamais ocorrido).
A natureza deste fenômeno é facilmente compreendida porque é menos identificado.
Por se tratar de uma negação, de um desejo que não queremos que ocorra, retiramos da mente a sensação do que ocorrendo, ou mesmo o fato, utilizando, para isto, o mesmo tipo de "força", energia emocional que aquela usada para a sensação de algo ter ocorrido.
Tanto o déjà-vu como o jamais-vu nos ajudam a compreender, respectivamente, as simpatias e as antipatias gratuitas.
Apegamo-nos a uma parte da situação (quer seja uma pessoa, uma conversa ou mesmo um local geográfico de que gostamos ou não) e generalizamos a favor do desejo agradável, no caso das simpatias, ou desagradável, no caso das antipatias.

Armando Colognese Júnior é Psicanalista, Prof. e Supervisor do Depto. de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae/SP.

28.2.08

Aprender a escolher.


E o que significa escolher, quando se trata de estabelecer um projeto de vida que abarca aspectos desconhecidos, como, por exemplo, o futuro pessoal e social ?
No que tange as escolhas vocacionais e ocupacionais, estas encontram-se condicionadas por inumeráveis e sutis influências, desenvolvidas ao longo da história de cada indivíduo e que leva também o selo de expectativas e projetos familiares, além de estar delimitada pela situação social, cultural e econômica, pelas oportunidades educativas, pelos horizontes ocupacionais do lugar de residência.
Por consistir em um longo caminho, podemos dizer que se aprende a escolher.
É uma aprendizagem que leva anos, que se recoloca e que se define em várias etapas ao longo da vida, sem restringir-se a um setor exclusivo específico e único - uma só profissão ou ocupação -, já que abarca matizes, zonas de ambiguidade e de abertura, conflitos não apenas referentes ao trabalho mas também pessoais.
É assim porque quando se aprende a definir o que se quer ou o que se pode fazer, quem escolhe o faz a partir de um certo grau de encontro consigo mesmo, desde uma determinada definição de si mesmo.
Desta maneira, e a partir dos gestos cotidianos mais triviais, como escolher a roupa que vai usar, as crianças iniciam sua preparação para decidir o que fazer, a que dedicar boa parte de sua vida e daí o desenvolvimento de sua maturidade.
Um dos pontos que impactam bastante o processo de escolha é o medo.
Medo do desconhecido da perda da zona de conforto e das expectativas em relação ao novo.
A melhor maneira de amenizar o medo e saber lidar com as expectativas e os processos de escolha e cada vez mais o auto-conhecimento.

27.2.08

The Little Boy. Para reflexão pessoal...


Era uma vez um menino que ia à escola.
Ele era bastante pequeno, e ela era uma grande escola.
Mas quando o menino descobriu que podia ir à sua sala sozinho, caminhando através da porta da rua, ele ficou feliz.
E a escola não mais parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã, quando o garotinho estava na escola, a professora disse:

- Hoje nós iremos fazer um desenho.

Que bom, pensou o menino.
Ele gostava de fazer desenhos.
Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas e vacas, trens e barcos.
E ele pegou uma caixa de lápis e começou a desenhar.
Mas a professora disse:

- Ainda não é hora de começar.

E ele esperou, até que todos estivessem prontos.

- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.

Que bom, pensou o menininho.
Ele gostava de desenhar flores.
E ele começou a desenhar bonitas flores com seu lápis rosa, laranja e azul.
Mas a professora disse:

- Esperem, vou mostrar como fazer.

E A FLOR ERA VERMELHA, COM O CAULE VERDE.

- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.

O menino olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor.
Ele gostava mais da sua flor, mas não podia dizer isso.
Ele virou o papel e desenhou uma flor IGUAL à da professora.
ERA VERMELHA COM CAULE VERDE.

Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:

- Hoje iremos fazer alguma coisa com o barro.

Que bom, pensou o menininho.
Ele gostava do barro.
Ele podia fazer todos os tipos de coisas com o barro:
elefante e camundongos, carros e caminhões.
E ele começou a amassar o barro.
Mas, a professora disse:

- Esperem, não é hora de começar.

E ele esperou, até todos estarem prontos.

- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.

Que bom, pensou o menininho.
Ele gostava de fazer pratos.
E começou a fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
Mas a professora disse:

- Esperem, vou mostrar como fazer.

E ela começou a mostrar a todos como fazer prato fundo.

- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.

O menininho olhou o prato da professora.
Então olhou para o próprio prato.
Ele gostava mais do seu próprio prato, do que do da professora.
Mas ele não podia dizer isso.
Ele amassou o barro numa grande bola novamente.
Fez um prato igual ao da professora.
Era um prato fundo.
E mais cedo o menininho aprendeu a esperar, a olhar, e a fazer coisas exatamente como as da professora.
E muito cedo ele não fazia mais coisas por si próprio.
Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade.
E o menino tinha que ir para outra escola.
Esta escola era ainda maior do que a outra, não havia porta da rua para a sua sala.
Ele tinha que subir grandes degraus, até sua sala.
E, no primeiro dia, ele estava lá.
A professora disse:

- Hoje nós vamos fazer um desenho.

Que bom, pensou o menininho.
E ele esperou que a professora dissesse o que fazer.
Mas, a professora não disse nada.
Ela apenas andava pela sala.
Quando veio até o menininho, disse:

- Você não quer desenhar?
- Sim, disse o menininho, o que nós vamos fazer?
- Eu não sei até que você faça, disse a professora.
- Como posso fazê-lo? , perguntou o menininho.
- Da maneira que você gostar, disse a professora.
- E de que cor?, perguntou o menininho.
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho, e usar a mesma cor, como eu posso saber quem fez o quê, e qual o desenho de cada um?
- Eu não sei, disse o menininho.

E ELE COMEÇOU A FAZER UMA FLOR VERMELHA, COM CAULE VERDE.”

Helen E. Bucklay

22.2.08

Resiliência



Está sendo bastante comum escutar nas empresas, nas escolas e a imprensa falar de que temos que ser resilientes. E os resilientes são aqueles que são capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami.

O conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreendê-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sócio-cultural em que as pessoas estão inseridas. E desde os anos 80 a escola tem sido vista como um desses ambientes, por excelência, para haver o enriquecimento da resiliência.
No Brasil, o assunto da resiliência se torna fundamental quando examinamos o fato de a taxa de crescimento econômico brasileiro – mesmo o país sendo tido como nação emergente – em 1996 ter sido de apenas 2,7%. Em 1997 ela terminou em 3,6% e, no ano seguinte, pifiamente – em apenas 0,12%. Em 1999 se marcou 0,8% e para 2000 houve uma alentadora taxa de 4,2%. Os dados e as projeções elaboradas pelo próprio IBGE para o triênio (2001-2004), nesse tópico e naqueles relacionados ao crescimento da condição econômica e melhora de vida, foram números lamentados por toda a sociedade.
Embora tais realidades estejam presentes no cenário brasileiro, e se fazem presentes no âmbito da resiliência, a pesquisa e a produção científica em torno desse tema, no que concerne à psicologia e à educação, começaram a surgir no Brasil apenas na última década.

No campo da educação temos dois aspectos relacionados. O primeiro diz respeito à resiliência da escola enquanto instituição que reúne diferentes sistemas humanos. O segundo contempla o aspecto particular da pessoa do professor e do aluno. Com relação a esse aspecto, embora seja um tema da subjetividade humana, pesquisadores como Edith Grotberg já disseram que ela é bastante mensurável. Uma vez que é possível compreendê-la como associada às fases do desenvolvimento humano; entendê-la como peculiar quanto ao gênero; não se subordina ao nível sócio-econômico; se difere dos fatores de risco e dos fatores de proteção; se trata de um dos atributos da saúde mental e da boa capacidade de aprender e é um processo que pode ser entendido com seus fatores, comportamentos e resultados resilientes. Por estar relacionada a diversas áreas da subjetividade humana é que ela carece de um alto grau de flexibilidade no curso de uma vida.
Particularmente na educação é possível ter muito mais êxito, se na vida houver flexibilidade de se viver ricamente os vínculos e os afetos que nos rodeiam. A falta de flexibilidade em situações de traumas e sofrimentos é uma das dificuldades para harmonizar um projeto de vida.
A flexibilidade e a riqueza dos vínculos se tornaram objetos de estudos desde os primórdios da pesquisa sobre resiliência. Elas estavam presentes nas próprias palavras de Frederic Flach, ao cunhar o termo em 1966 para o âmbito das ciências humanas, querendo dizer que em face da desintegração psíquico-emocional, uma pessoa necessita descobrir novas formas de lidar com a vida e dessa experiência se reorganizar de maneira eficaz. Segundo Richardson, por exemplo, muito se pode aprender sobre o que seja resiliência, particularmente quando olhamos para uma pessoa e podemos nela verificar a presença de um padrão de comportamento de defesa, seguido de padrões de adaptação e, por fim, da presença de padrões resilientes.
Esses elementos são organizados e os teóricos costumam chamar de Fatores de resiliência.

George Souza Barbosa

21.2.08

2008

E o ano começa agora.
Passadas todas as festividades iniciais do ano, o mundo começa a trabalhar efetivamente em ritmo frenético.
Apesar dos dias úteis de janeiro e fevereiro terem sido de trabalho normal, os projetos começam a gerar atividades após todos os feriados.
E observando o início do ano, nada mudou muito no mercado de trabalho, mesmo com as perspectivas do Estaleiro e do Complexo Portuário de Suape.
Ainda é fato a lacuna existente entre as oportunidades de trabalho oferecidas e a demanda de profissionais disponíveis no mercado.
Especificidades como experiência apenas em multinacionais, conhecimento técnico em determinados segmentos de mercado e produto ou serviço, formações em áreas de atuação e cursos e ferramentas igualmente semelhantes, tais como sistemas integrados e capacitações em projetos são pontos que muitas vezes dificultam o decorrer dos processos seletivos.
Como profissional que atende aos dois lados da moeda, percebo muitas vezes a dificuldade das consultorias em recrutamento e seleção para detectar um candidato que detenha 100% do perfil desejado. Por outro lado, percebo a gama de profissionais empregados ou não, que buscam os meus serviços, seja de aconselhamento ou desenvolvimento curricular e fico a matutar: onde está o desencontro ?
Acredito que na globalização.
Não como culpa, mas como consequência.
Temos as grandes indústrias multinacionais instaladas em nosso país com suas culturas européias e/ou americanas ou ainda asiáticas que nos forçam a uma adaptação às suas políticas organizacionais. E haja resiliência !
Além da inconstância natural do mercado privado que oscila como gangorra nas ações da bolsa e nas negociações de compra, venda, aquisições, fusões e incorporações, que sempre levam a enxugamento de quadro, job rotation e mudanças completas de equipes.
Mas, ao fim de tudo quase todos se salvam, de um jeito ou de outro.
O mercado de trabalho é como a moda: temos de seguir as tendências e ouvir as "Gloria Kalil" do corporativismo.
Voilá !!

Ausência ...

Ao longo do final do ano de 2007, minha vida deu algumas reviravoltas e deixei de mão a postagem de artigos e coleta de informações para alimentar meu blog.
Agora que o ano de 2008 começou de verdade, pós natal, ano novo e carnaval, volto a escrever ou a lançar aqui artigos de outros que acho façam bem a todos.

8.11.07

Motivação


Ao contrário do que possa parecer a condição humana apresenta infinitas formas de auto-motivação, ou seria superação ?
Inseridas em seus contextos de sociedade, cultura e momento atual, envolvendo todos os aspectos que formam um ser humano, é possível auto-motivar-se nas mais difícieis situações.
Provas disso temos constantemente ao nos depararmos no nosso dia-à-dia com pessoas que estão na mais completa dificuldade e no entanto não perdem as suas esperanças e o seu pensamento positivo de que tudo vai melhorar. Outrossim, mesmo estando em condições estáveis, perdem-se num mar de lamentações, achando que o mundo conspira para sua destruição.
Não tenho aqui estudos científicos e muito menos sou especialista em neuropsicologia para aprofundar-me nos distúrbios dos sinais sinapticos e nas glâdulas cerebrais que movem nosssos sentidos, porém, é no mínimo curioso observar essas nuances.
Depressões hão de destruir um ser humano, das mais leves, às mais graves ao ponto de sucumbir em estados catatônicos. As crises em que vivemos em relação a emprego, dinheiro, relacionamentos e até a imagem que passamos e que queremos passar aos outros, gera uma verdadeira confusão e neura existencial que muitas vezes ocasiona uma espécie de "perdição humana" se é que posso utilizar um termo tão pouco definido.
Uma verdadeira confusão, mais parecida com crise existencial, daquelas do Nietzsche e seus conteporâneos.
Só que a nossa força está realmente dentro de nós. Mesmo que precisemos de bolinhas halopáticas e viciantes ou pequenas balinhas de flores.
No fundo, mesmo em crise, existe no ser humano a força de auto-superação. É preciso acender as luzes desse escuro e procurar avidamente, acreditando que tudo, nada mais é do que momentos criados por si mesmo e que do mesmo jeito que entrou vai sair. "Assim ou assado", mas vai sair. E no mais tudo é aprendizado.
Viva o ser humano !

Andréa Aragão

18.10.07

Teoria da Atratividade das Partes

" Todo relacionamento virtuoso é estabelecido e mantido pelo equilíbrio da atratividade entre as partes."

De início, os mecanismos de atratividade podem ser confundidos com simples técnica de motivação pregada pelos profissionais de Recursos Humanos.
Porém, a Teoria da Atratividade enfoca a análise do equilíbrio dessa atratividade entre as partes envolvidas em algum tipo de relacionamento na perspectiva do valor percebido e do risco de ruptura da relação.
Esse equilíbrio consiste no sentimento mútuo de que todos os envolvidos ganham com a parceria e sentem-se motivados a alcançar qualquer objetivo estabelecido de comum acordo.
Trata-se de valioso auxílio para montar a estratégia do dia-à-dia na conclusão de um projeto. A análise metódica do nível de atratividade e do valor agregado a cada membro da equipe em relação ao trabalho e ao ambiente que o cerca, bem como do respectivo risco de ruptura, permite ao gestor tomar medidas preventivas em busca do equilíbrio e, portanto, não dar mais que o necessário nem pretender vantagens oportunistas. A percepção da relação ganha-ganha é a garantia de um relacionamento saudável.

Esses princípios são aplicáveis a qualquer tipo de relacionamento, e seu objetivo principal é somar os interesses em busca de um resultado comum. A atratividade e o equilíbrio do risco de ruptura, por exemplo, mantêm o relacionamento de longo prazo entre cliente e fornecedor ou de um casal unido durante décadas e permitem a um técnico influenciar seus jogadores, e vice-versa. Já um relacionamento de alto valor agregado e também de alto risco de ruptura gera inevitavelmente uma situação de excessiva insegurança.

Extraído do livro: Vai Dar M..., de Francisco Higa. Edição 2004.

21.9.07

Necessidade de Mudanças



Enxergar e ter coragem de ser o primeiro a adotar uma nova política ou conduta é duro. Muitas vezes, a ponto de ser preferível olhar em volta, ver o que faz a média do mercado e segui-la. Esquecendo porém que a vasta maioria desse mercado não estará na mesma posição daqui a alguns anos ou décadas, exatametne porque também está seguindo a média do mercado.
Segundo Ricardo Semler, eis algumas dicas:

1 - Administrar bem o tempo;

2 - Ler ao menos dois jornais diariamente; as notícias que interessam estão escondidas no meio dos jornais;

3 - Conseguir acesso a livros sobre mudanças pelas quais passam empresas no mundo. Ler o que chega aqui em forma de best-seller é apenas lazer. Livros sobre estratégia de guerra, grandes líderes mundiais, reinados e impérios são de enorme importância;

4 - Viajar com novos olhos.

Enfim, para planejar e rever estratégias é preciso duas coisas: tempo e mentalidade de longo prazo.

6.8.07

Ainda estamos assim ?


Enquanto o mundo acontecia com a Revolução Industrial o Brasil ainda fazia a política do café com leite.
A Contrução Civil, a Construção Naval, a Siderurgia, a Indústria Têxtil e a Mineração foram segmentos importantes para o desenvolvimento do país após a grande Revolução.

Entre as principais vertentes do desenvolvimento industrial temos o monopólio do petróleo, a produção de aço, mineração estratégica e atividades de infraestrutura com investimentos maciços de longa duração.
Outra vertente são as riquezas naturais do país, que gerou a capacidade de exportação: soja, laranja e couro, entre principais.
A terceira vertente se dá através da globlização das multinacionais que procuraram solidez e diversificação na expansão mundial de suas atividades, visando o consumo dos países estrangeiros.
A última vertente é a da exportação para o Brasil e outros países subdesenvolvidos de empregos que as nações mais evoluídas não tem mais interesse em manter. Entre eles: a indústria têxtil, sapatos, siderurgia, construção civil internacional, entre outras onde a mão-de-obra barata atua como trampolim para a conquista dos mercados externos, prejudicando o mercado interno.

Diante de todas as mudanças ocorridas nos países desenvolvidos, o Brasil ainda avança a passos lentos, onde a maioria das empresas é administrada com vias de coronelismo.

As empresas nacionais não detém um padrão nacional de administração e o padrão existente coincide sempre com o da empresa familiar, que é incapaz de atrair profissionais de muita ambição, uma vez que estes não vislumbram carreira progressiva, onde os melhores cargos estão nas mãos dos sucessores familiares.
Aspectos negativos como: centralização, nepotismo, favoritismo, visão de curto prazo, falta de planejamento, exploração de mão-de-obra e capitalismo selvagem custam caro ao país.

Vamos mudar?

11.6.07

Posturas na busca de melhores oportunidades no mercado de trabalho.


Em meu cotidiano venho prestando atenção na maneira e na postura do profissional que busca melhores oportunidades no mercado de trabalho.
É impressionante como ainda existe uma grande lacuna entre o que se espera de um profissional e o que se encontra no dia à dia dos processos seletivos.
Diante de tanta informação em novas revistas que saem a toda hora nas bancas ou ainda no sites na internet, com orientações sobre a etiqueta básica na hora de elaborar e utilizar o Curriculum Vitae, ferramenta fundamental para o profissional se mostrar ao meio de trabalho.
Até nos relacionamentos, o chamado "network" eu vejo muitos profissionais competentes cometerem gafes terríveis.
O primeiro passo para uma boa apresentação é possuir um material curricular bem elaborado, com informações relevantes e principalmetne de acordo com o objetivo almejado pelo profissional.

Nada de enviar o mesmo Currículo para toda e qualquer oportunidade.
Afinal, o que você quer ? qualquer emprego ? o mercado não quer qualquer profissional !
Você é bom em quê ?
Depos disso a forma de envio. Se o profissional está enviando o seu Curriculum Vitae para uma oportunidade específica, vista no jornal ou nos sites, é importante a carta de apresentação para dirigir o Curriculum corretamente. Imaginem quantos Curriculuns as emrpesas recebem por dia para várias oportundiades em aberto. Como eles vão adivinhar que o seu é para uma ou outra vaga?
Existem pessoas que enviam o arquivo em anexo e acham que o RH tem obrigação de saber para que vaga está sendo direcionado tal curriculum. Com isso perdem de serem convocados na maioria das vezes.
É preciso educação até no simples momento de enviar o documento que lhe representa, o Curriculum Vitae, para as emrpesas.
Ler os anúncios com atenção é fundamental.

Saber o que eles estão exigindo no perfil técnico e importante e responder a todos os predicados solicitados é crucial para ter a oportunidade de ser convocado para a entrevista inicial.
Vamos nos apresentar ao mercado com qualidade e como profissionais que somos !

3.6.07

Importância do Currículo para o mercado de trabalho


Em quantos momentos o profissional envia ou encaminha o seu currículo por e-mail ou deixa na posta restante de jornais locais ou ainda entrega à sua rede de relacionamentos para serem entregues a alguém que vai ler esse documento sem a presença do profissional ? Já pensaram nisso ?
Há que se pensar que o documento chamado de curriculo é uma material que na grande maioria das vezes representa o profissional perante vários avaliadores que por sua vez podem ser de um Diretor que detém o poder de decisão, como também o estudante estagiário que vai analisar o mesmo material em contexto diferente, além ainda dos profissionais de Psicologia que também tem o seu olhar avaliativo.

Quero aqui ressaltar a importância da elaboração adequada aos objetivos do profissional e como aprender a usar esse documento que, em muitos momentos será seu representante profissional em alguns processos seletivos em sua etapa inicial.
Um padrão curricular bem elaborado e editável pode gerar excelentes impressões ao empregador, bem como gerar a convocação para entrevistas proveitosas, onde o profissional se torna visíviel ao mercado, estando ele empregado ou não em seumomento atual.

A forma como se apresenta este material tão importante se faz necessário elaborar com todo o zelo e cuidado, prevendo o que o mercado que ouvir e saber de sua trajetória profissional. Para isso existem profissionais capacitados a atender a todos no pocesso de elaboração estratégica de currículos de forma a torná-lo cada vez mais atraente.
São entrevistas interrogativas e exploradoras de toda trajetória profissional do indivíduo, onde serão fortalecidos os aspectos interessantes para o mundo do trabalho dos dias atuais.

Iniciar uma apresentação pessoal com o currículo apresentável é uma das melhores iniciativas para a busca de boas oportunidades.