13.6.09

Recurso Humano



Trabalho com R&S já a algum tempo. Mais de dez anos.
E os erros de seleção num processo permanecem.
A grande verdade paira sobre "não se sabe o que se quer num processo de seleção de pessoas".
Temos pequenos pontos a serem levados em consideração:
1 - Para qual oportunidade de trabalho está se realizando a seleção ?
2 - O que esta função/cargo vai requerer do candidato tanto tecnicamente como da sua postura e tipo de comportamento nas relações interpessoais de trabalho ?
3 - Qual o segmento do negócio, que ora busca um profissional para sua empresa?
4 - A necessidade de ocupar esta função provém de quê? Substituição? expansão da empresa? job rotation?
5 - até que ponto o "network" é levado em consideração com justiça ?
6- Quais efetivamente serão as atividades que esta função terá como desempenho?
7 - Existe possibilidade de crescimento e desenvolvimento de carreira neste cargo e nesta empresa?
8- O salário está compatível com o mercado?
9- Quais os incentivos e benefícios oferecidos para atrair bons e competentes profissionais tanto para a vaga quanto para a empresa?
10 - Este profissional, uma vez admitido receberá treinamentos?
Enfim, aí seguem estas, além de outras tantas variáveis que o próprio mercado dita.
Mas, a maior dificuldade, no entanto, é:
A empresa sabe o que quer na hora de contratar ?
Desde sempre, aliás, desde que comecei a trabalhar nesta área, percebo a grande lacuna existente e real entre o mercado de trabalho e os profissionais em busca de colocação e recolocação.
Agora a dificuldade se expande até para os portadores de deficência física. Tanto que precisam e tantas as oportunidades em aberto porém, não se cruzam essas necessidades e assim as empresas são multadas em valores astronômicos por não admitirem em seus quadros os portadores de deficiência e os mesmos continuam "ralando" pra encontrar um emprego.
É o que eu chamo de preconceito do preconceito.
As empresas querem portadores de deficiências mínimas e chega-se a tratar as dificuldades de tais indivíduos como se fossem animais que servem ou não ao trabalho: "falta um dedo, um pedaço da mão, óculos grossos, aparelhos auditivos..."
A que ponto o desenvolvimento da humanidade chegou.
O que é agora, nos dias de hoje, o tão famoso "Recurso Humano"?

2 comentários:

Paulo Costa. disse...

Pois é Andrea, o pior é que muitas vezes o tal RH é só um número no Excel ou retórica de confraternizações e ações de motivação empresarial... Muito mais recurso do que humano. Parabéns pelo blog.

vinicius.samico disse...

Andréa, você trabalhou no Grupo Foco? Se sim, gostaria de conversar contigo (vinicius.samico@gmail.com).

Obrigado.